A entrega simbólica da emenda aconteceu na horta experimental da UFG. Para o parlamentar, o investimento em ciência é fundamental, inclusive, para quebrar monopólios e democratizar o acesso a tratamentos.
O deputado Mauro Rubem (PT) destinou R$ 700 mil em emenda parlamentar ao Núcleo de Pesquisa em Cultivo de Cannabis sativa (NUPECC), da Universidade Federal de Goiás (UFG). O recurso será aplicado no Projeto EduCannabis, coordenado pela professora doutora Patrícia Melo, que atua na Escola de Agronomia da instituição.
A entrega simbólica da emenda aconteceu na horta experimental da UFG, onde o deputado e a pesquisadora reforçaram a importância do investimento para fortalecer as ações de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à Cannabis.
Segundo Mauro Rubem, o objetivo é valorizar a ciência e enfrentar o preconceito que ainda envolve a planta, reconhecida mundialmente pelo seu potencial medicinal.
“Eu apoio a pesquisa com Cannabis porque sei do impacto que ela tem na vida de milhares de pessoas. Na área da saúde, convivemos com pacientes que poderiam ter qualidade de vida restaurada com medicamentos à base da maconha. O investimento em ciência é fundamental, inclusive, para quebrar monopólios e democratizar o acesso a tratamentos”, afirmou o parlamentar.
A professora Patrícia Melo destacou que o aporte financeiro amplia a capacidade do NUPECC em desenvolver estudos de ponta e promover a formação de profissionais. “Essa emenda fortalece o EduCannabis e abre espaço para pesquisas que unem saúde, educação e desenvolvimento econômico, sempre com base científica e compromisso social”, ressaltou.

Mauro Rubem defendeu ainda o papel estratégico da universidade pública na produção de conhecimento e inovação. “Estou muito orgulhoso de destinar recursos para a UFG. É uma forma de mostrar que o dinheiro público deve, sim, ser aplicado em pesquisa, saúde e qualidade de vida para as pessoas”, declarou.
O deputado também frisou que o investimento busca não apenas avançar na produção científica, mas também desconstruir estigmas históricos ligados à maconha. “Não podemos permitir que o preconceito atrapalhe o desenvolvimento da ciência. A pesquisa com Cannabis tem potencial de transformar vidas, movimentar a economia e colocar Goiás em destaque no cenário nacional”, concluiu.

