A audiência, promovida pela deputada Erika Kokay (PT-DF), teve como objetivo definir encaminhamentos para pôr fim às injustiças históricas cometidas por grupos poderosos que prejudicaram aquela comunidade, fortalecendo a luta por justiça e pelo respeito aos direitos humanos
Defensor assíduo dos direitos humanos, o deputado Mauro Rubem (PT-GO) participou, em Brasília, de audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a situação do território quilombola Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO). O debate foi promovido pela deputada Erika Kokay (PT-DF), 2ª vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial.
A audiência reuniu representantes da comunidade quilombola, a presidenta do PT de Santo Antônio do Descoberto, professora Railda, a superintendente regional do Incra no DF e Entorno, Cláudia Farinha, além do representante da Fundação Cultural Palmares, Edi Freitas.
Foram debatidas medidas para garantir justiça social, evitar a concentração de terras e fortalecer a reforma agrária e a agricultura familiar.
Mauro Rubem reafirmou seu compromisso com a defesa dos povos e comunidades tradicionais. “É preciso pôr fim às injustiças históricas praticadas pelos poderosos que sempre atormentaram aquela comunidade. Nossa luta é por justiça e pelo respeito aos direitos humanos”, declarou.

O deputado ressaltou que a comunidade quilombola Antinha de Baixo já possui reconhecimento oficial da Fundação Cultural Palmares e que as famílias devem ter garantido o direito de permanecer em suas casas. “Esse território carrega memória e ancestralidade. As famílias que ali residem têm o direito de permanecer com dignidade, segurança e respeito à sua identidade”, completou.
O parlamentar goiano também destacou que o território enfrenta suspeitas de grilagem de terras, falsificação de informações processuais e a atuação direta da família Caiado, historicamente ligada a conflitos fundiários na região. “O caso escancara a violência fundiária no Brasil e simboliza a persistência da grilagem como prática sistemática de setores da elite rural”, afirmou Mauro Rubem.


