O projeto é resultado da organização do Movimento Camponês Popular (MCP) e conta com a parceria da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Embrapa e de diversas instituições públicas comprometidas com a sustentabilidade do bioma
O deputado Mauro Rubem (PT-GO) participou do Dia do Campo do Projeto BIOCA no Cerrado, realizado no Território Brejo, reunindo as comunidades quilombolas Castelo, Retiro e Três Rios, no município de Alvorada do Norte, em Goiás. A atividade integrou uma série de ações voltadas à restauração ambiental, ao fortalecimento da agricultura familiar e à valorização dos territórios tradicionais do Cerrado.
A iniciativa faz parte do Projeto BIOCA (Biodiversidade e Cadeias Produtivas no Cerrado Goiano), que promove dias de campo e rodas de conversa para integrar pesquisa científica, políticas públicas e o saber ancestral das comunidades quilombolas e camponesas. O projeto é resultado da organização do Movimento Camponês Popular (MCP) e conta com a parceria da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Embrapa e de diversas instituições públicas comprometidas com a sustentabilidade do bioma. A iniciativa é financiada pelo Governo Federal.
Durante o encontro, Mauro Rubem destacou a importância das comunidades quilombolas para a preservação do Cerrado e para a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável no campo. “As comunidades quilombolas são guardiãs do Cerrado e da biodiversidade. Defender esses territórios é defender a vida, a cultura e um modelo de produção que respeita a natureza e fortalece a agricultura familiar”, afirmou o parlamentar.

O projeto busca recuperar áreas degradadas e promover a sustentabilidade socioeconômica no Cerrado goiano, valorizando territórios quilombolas e tradicionais, como o território Kalunga, que preserva grande parte do bioma. As ações incluem assistência técnica, práticas agroecológicas e incentivo ao manejo da sociobiodiversidade, com destaque para produtos nativos como o baru.
Para o deputado, iniciativas como o BIOCA demonstram que é possível combinar conservação ambiental com geração de renda para as comunidades tradicionais. “Quando unimos ciência, políticas públicas e o conhecimento das comunidades, mostramos que existe um caminho de desenvolvimento para o Cerrado que preserva o bioma e garante dignidade para quem vive da terra”, ressaltou.

O projeto envolve ainda a Rede Sementes da Vida, ministérios do Governo Federal — como o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) — além do FUNBIO e comunidades locais.
Segundo Mauro Rubem, a iniciativa reforça a importância das políticas públicas voltadas à agricultura familiar. “São ações importantes do Governo Federal, do MDA e do Incra, junto com a universidade e todos os parceiros que acreditam e constroem a agricultura familiar e a agroecologia como caminhos para o futuro do Cerrado”, concluiu.


